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Um novo e brilhante tipo de tecnologia solar pode fornecer eletricidade e água potável a milhões Trata-se de um dispositivo compacto que usa o calor perdido pelas células fotovoltaicas para purificar a água pode um dia mudar a vida de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo. A nova versão da antiga tecnologia da Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah, na Arábia Saudita, promete aliviar as crescentes pressões nas nossas grandes ameaças do futuro, a água e a energia. Photo shansekala/iStock Lightyear One, o carro solar que todos vão desejar Esses dois recursos que muitos de nós tomamos como garantidos, são bens escassos a mais de 780 milhões de pessoas em todo o mundo. A falta de água e eletricidade não só coloca as comunidades em risco de doenças através da contaminação, como também dificulta o cultivo, a pecuária ou a manutenção de stocks de alimentos e remédios. Talvez ainda mais importante, é a relação Catch-22 entre a água potável e a eletrici...

Jacarta está a afundar e pode ficar submersa já em 2050

Os especialistas alertam que, se nada for feito, alguns lugares da capital da Indonésia podem acabar completamente debaixo de água até 2050.

 

A possibilidade de Jacarta ficar submersa não é nenhuma brincadeira”, adverte o investigador Heri Andreas, do instituto de tecnologia Bandung, que estuda há já 20 anos o afundamento do solo de Jacarta. “Em 2050 cerca de 95% do norte de Jacarta estará submerso.”

 

O norte da capital da Indonésia afundou 2,5 metros em apenas 10 anos e continua a afundar até 25 centímetros por ano, isto é, mais do dobro da média global para megacidades costeiras.

 

Segundo a BBC, Jacarta afunda anualmente, em média, cerca de 1 a 15 centímetros, sendo que quase metade da capital indonésia está já abaixo do nível da água do mar.

 

 

O impacto já é visível a norte do município. No distrito de Muara Baru, por exemplo, um edifício corporativo encontra-se completamente abandonado. O prédio abrigava uma empresa de pesca, mas a varanda do primeiro andar é a única parte funcional que resta.

 

Na maioria das vezes, os proprietários dos edifícios arranjar soluções a curto prazo para solucionar os estragos das enchentes, pelo que prédios inundados raramente são abandonados desta forma. No entanto, neste caso em particular, não conseguiram impedir que o solo sugasse parte do prédio.

 

Mas este é um cenário visível em todo o distrito. “As calçadas são como ondas, que se curvam para cima e para baixo. As pessoas podem tropeçar e cair muito facilmente”, diz Ridwan, morador de Muara Baru. À medida que o nível da água no subsolo diminui, o piso afunda e desloca-se, criando uma superfície instável e muito irregular.

 

Historicamente uma cidade portuária, Jacarta alberga um dos maiores portos marítimos e um dos mais movimentados da Indonésia: Tanjung Priok. Atualmente, cerca de 1,8 milhões de pessoas vivem na região, como Fortuna Sophia, que vive numa luxuosa mansão com vista para o mar.

 

Apesar de o afundamento do solo ainda não ser visível na casa, nem tudo é um mar de rosas. Sophia afirma que, a cada seis meses, aparecem novas fissuras nas colunas e nas paredes. “Estamos constantemente a consertar. Os homens da manutenção dizem que as fendas são causada pelo deslocamento do solo.”

 

Se Fortuna Sophia sofre com as consequências de uma Jacarta a afundar, as pequenas residências sofrem muito mais. Mas, embora a maré aumente cerca de 5 centímetros todos os anos, nada impede os agentes imobiliários de construir cada vez mais apartamentos de luxo no norte de Jacarta.

 

Eddy Ganefo, responsável do conselho consultivo da Associação de Desenvolvimento Habitacional da Indonésia, disse já ter pedido ao Governo que impedisse a realização de novos empreendimentos na região. Mas, segundo Ganefo, “enquanto for possível vender apartamentos, as construções continuarão“.

 

Extração excessiva de água subterrânea

Apesar de muitas cidades costeiras estarem a ser afetadas pelo aumento do nível da água do mar em decorrência das mudanças climáticas, Jacarta está a afundar a uma velocidade alarmante. Todavia, por muito surpreendente que seja, há poucas reclamações entre os moradores da cidade. Para eles, a inundação é apenas um entre os vários desafios de infraestrutura enfrentados diariamente.

 

Segundo explica a BBC, a velocidade dramática com que Jacarta está a afundar deve-se, em parte, à extração excessiva de água subterrânea para ser consumida como água potável. A água encanada não é confiável, tampouco está disponível na maioria das regiões. Desta forma, as pessoas não tem escolha senão recorrer ao bombeamento de água dos aquíferos subterrâneos.

 

Contudo, quando a água é bombeada, o terreno cede, como se estivesse pousado em cima de um balão vazio, levando ao afundamento do solo.

 

A situação é acentuada pela falta de regulamentação, que permite que praticamente qualquer pessoa realize a sua própria extração de água subterrânea. Os moradores sublinham que não têm escolha, uma vez que as autoridades não conseguem atender as suas necessidades.

 

O Governo só recentemente admitiu que a extração ilegal é um problema. Anies Baswedan, governador de Jacarta, afirmou que todos devem obter uma licença, o que permitirá às autoridades medir a quantidade de água subterrânea que é bombeada.

 

Além disso, as autoridades esperam também que a Grande Garuda, um muro de contenção de 32 quilómetros que está a ser construído ao longo da Baía de Jacarta, juntamente com 17 ilhas artificiais, ajude a salvar a cidade.

 

O projeto está a ser apoiado pelos Governos holandês e sul-coreano e prevê a criação de uma lagoa artificial, na qual os níveis de água podem ser controlados, de modo a permitir a drenagem dos rios da cidade. O objetivo é ajudar a conter as inundações, um dos grandes problemas quando chove.

 

Jan Jaap Brinkman não está tão confiante. Segundo o especialista em hidrologia, a Grande Garuda vai apenas oferecer a Jacarta mais 20 ou 30 anos para encontrar uma solução de longo prazo para o afundamento do solo.

 

Há apenas uma solução e todos sabem qual é.”

 

De acordo com o especialista, a única saída viável seria proibir a extração de água subterrânea e recorrer apenas a outras fontes, como água da chuva, dos rios ou de reservatórios. Segundo Brinkman, Jacarta precisa de pôr fim à extração de água do subsolo até 2050 para evitar que a cidade afunde.

 

Fonte //ZApAeiou
Os especialistas alertam que, se nada for feito, alguns lugares da capital da Indonésia podem acabar completamente debaixo de água até 2050.

 

A possibilidade de Jacarta ficar submersa não é nenhuma brincadeira”, adverte o investigador Heri Andreas, do instituto de tecnologia Bandung, que estuda há já 20 anos o afundamento do solo de Jacarta. “Em 2050 cerca de 95% do norte de Jacarta estará submerso.”

 

O norte da capital da Indonésia afundou 2,5 metros em apenas 10 anos e continua a afundar até 25 centímetros por ano, isto é, mais do dobro da média global para megacidades costeiras.

 

Segundo a BBC, Jacarta afunda anualmente, em média, cerca de 1 a 15 centímetros, sendo que quase metade da capital indonésia está já abaixo do nível da água do mar.

 

 

O impacto já é visível a norte do município. No distrito de Muara Baru, por exemplo, um edifício corporativo encontra-se completamente abandonado. O prédio abrigava uma empresa de pesca, mas a varanda do primeiro andar é a única parte funcional que resta.

 

Na maioria das vezes, os proprietários dos edifícios arranjar soluções a curto prazo para solucionar os estragos das enchentes, pelo que prédios inundados raramente são abandonados desta forma. No entanto, neste caso em particular, não conseguiram impedir que o solo sugasse parte do prédio.

 

Mas este é um cenário visível em todo o distrito. “As calçadas são como ondas, que se curvam para cima e para baixo. As pessoas podem tropeçar e cair muito facilmente”, diz Ridwan, morador de Muara Baru. À medida que o nível da água no subsolo diminui, o piso afunda e desloca-se, criando uma superfície instável e muito irregular.

 

Historicamente uma cidade portuária, Jacarta alberga um dos maiores portos marítimos e um dos mais movimentados da Indonésia: Tanjung Priok. Atualmente, cerca de 1,8 milhões de pessoas vivem na região, como Fortuna Sophia, que vive numa luxuosa mansão com vista para o mar.

 

Apesar de o afundamento do solo ainda não ser visível na casa, nem tudo é um mar de rosas. Sophia afirma que, a cada seis meses, aparecem novas fissuras nas colunas e nas paredes. “Estamos constantemente a consertar. Os homens da manutenção dizem que as fendas são causada pelo deslocamento do solo.”

 

Se Fortuna Sophia sofre com as consequências de uma Jacarta a afundar, as pequenas residências sofrem muito mais. Mas, embora a maré aumente cerca de 5 centímetros todos os anos, nada impede os agentes imobiliários de construir cada vez mais apartamentos de luxo no norte de Jacarta.

 

Eddy Ganefo, responsável do conselho consultivo da Associação de Desenvolvimento Habitacional da Indonésia, disse já ter pedido ao Governo que impedisse a realização de novos empreendimentos na região. Mas, segundo Ganefo, “enquanto for possível vender apartamentos, as construções continuarão“.

 

Extração excessiva de água subterrânea

Apesar de muitas cidades costeiras estarem a ser afetadas pelo aumento do nível da água do mar em decorrência das mudanças climáticas, Jacarta está a afundar a uma velocidade alarmante. Todavia, por muito surpreendente que seja, há poucas reclamações entre os moradores da cidade. Para eles, a inundação é apenas um entre os vários desafios de infraestrutura enfrentados diariamente.

 

Segundo explica a BBC, a velocidade dramática com que Jacarta está a afundar deve-se, em parte, à extração excessiva de água subterrânea para ser consumida como água potável. A água encanada não é confiável, tampouco está disponível na maioria das regiões. Desta forma, as pessoas não tem escolha senão recorrer ao bombeamento de água dos aquíferos subterrâneos.

 

Contudo, quando a água é bombeada, o terreno cede, como se estivesse pousado em cima de um balão vazio, levando ao afundamento do solo.

 

A situação é acentuada pela falta de regulamentação, que permite que praticamente qualquer pessoa realize a sua própria extração de água subterrânea. Os moradores sublinham que não têm escolha, uma vez que as autoridades não conseguem atender as suas necessidades.

 

O Governo só recentemente admitiu que a extração ilegal é um problema. Anies Baswedan, governador de Jacarta, afirmou que todos devem obter uma licença, o que permitirá às autoridades medir a quantidade de água subterrânea que é bombeada.

 

Além disso, as autoridades esperam também que a Grande Garuda, um muro de contenção de 32 quilómetros que está a ser construído ao longo da Baía de Jacarta, juntamente com 17 ilhas artificiais, ajude a salvar a cidade.

 

O projeto está a ser apoiado pelos Governos holandês e sul-coreano e prevê a criação de uma lagoa artificial, na qual os níveis de água podem ser controlados, de modo a permitir a drenagem dos rios da cidade. O objetivo é ajudar a conter as inundações, um dos grandes problemas quando chove.

 

Jan Jaap Brinkman não está tão confiante. Segundo o especialista em hidrologia, a Grande Garuda vai apenas oferecer a Jacarta mais 20 ou 30 anos para encontrar uma solução de longo prazo para o afundamento do solo.

 

Há apenas uma solução e todos sabem qual é.”

 

De acordo com o especialista, a única saída viável seria proibir a extração de água subterrânea e recorrer apenas a outras fontes, como água da chuva, dos rios ou de reservatórios. Segundo Brinkman, Jacarta precisa de pôr fim à extração de água do subsolo até 2050 para evitar que a cidade afunde.

 

Fonte //ZApAeiou

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